Home Data de criação : 07/03/17 Última atualização : 13/03/31 22:16 / 415 Artigos publicados

FRAGMENTOS EM PROSA  (Re-Citações) escrito em domingo 31 março 2013 22:12

 


"Nasci a 28 de fevereiro de 1922, em Belo Horizonte,
 No ano de Ulisses e de The Waste Land,
 Oito meses depois da morte de Marcel Proust,
 Um século depois de Shelley afogar-se no Golfo de Spezzia.
 Nada tenho com eles, fabulosos,
 Mas foi através da literatura que recebi a vida
 E foi em mim a poesia uma divindade necessária."
                                                        (Paulo Mendes Campos)




Sílvio Medeiros

Campinas, é Páscoa de 2013.

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ILHA DA NOVA ESPANHA  (Poética de Sílvio Medeiros) escrito em terça 19 março 2013 19:49


ILHA DA NOVA ESPANHA


Ao Michael, com meu carinho.

 

Ó navegador da Ilha d'Or!
Ondeia mares com a paixão de um explorador,
narrador mouro da minha história de amor.
Navega, navegador, ondeia a dor
de serpear sobre antigos tesouros náufragos,
atlânticos,
navegador exausto de contemplar a névoa densa e irreal das gloriosas palavras oceânicas.
Ó odisséia amorosa!
Alcança a Ilha a bom termo,
e, como tributo meu a La Virgen de la Caridad,
derrama lá as gotas ternas dos tantos amores.
Nas praias da Ilha da Nova Espanha,
de novo semeia santerias e faz florescer ramalhetes
de palavras-estrelas -
destinadas a revelar as desnorteadas
ondas amorosas não exploradas
de um jovem coração.

 

SÍLVIO MEDEIROS

Campinas, é fim de verão de 2013.

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EU É OUTRO  (Re-Citações) escrito em sábado 10 novembro 2012 18:31

Blog de imprimis :IMPRIMIS, EU É OUTRO


                                                       

Leio num texto do filósofo romeno Emil Cioran:

"... aos 38 anos não podia nem mesmo imaginar meu passado; e quando agora penso nele, parece-me lembrar os anos de um 'outro'. E é esse outro que eu renego, todo 'eu mesmo' está noutro lugar, a mil léguas daquele que ele foi [...] Quando repenso [...] todo o delírio do meu eu de então [...] parece que estou me debruçando sobre as obsessões de um estrangeiro, e fico estupefato de saber que esse estrangeiro era eu..."




Prof. Dr. Sílvio Medeiros
Campinas, é primavera de 2012.

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NOVA AURORA  (Poética de Sílvio Medeiros) escrito em sexta 21 setembro 2012 18:06

 

 

NOVA AURORA

 

Para Ana Valéria Sessa,

minha Estrela da Manhã.

 

 

18/09/2012 aproximadamente 17h35 exaustão calorão região sudoeste da cidade de campinas suor sp

súbito escuridão estrondos tufão furacão ciclone?! ventania infernal fim dos tempos gritos da vizinhança vingança da natureza fúria de antares ira dos deuses andreia morrer inúmeras vezes tempestade e deserto a ira de javé visibilidade ofuscada nuvem poeira canta ó musa a ira de aquiles àqueles que destroem a natureza interrupção no cotidiano dos mortais êxito da revolução planetária dionísio em triunfo oríon rebelado escorpião transformado em constelação ardente vento-oeste o mundo fora dos eixos filho de posídon éolo rei dos ventos furiosos sopra destruição a cidade empoeirada desolada no tempo em que a humanidade destruiu o perfume da primavera a vingança da natureza é sábia ó homem quem és tu para discutir com deus, com os deuses?

súbito ele coração de escorpião foco de fogo ouve doces murmúrios da amada trapezista deuses anjos e a estrela da manhã com traços de luz escreve na tela

“sílvio (...) chuva, bendita água!... e venho aqui, ler seu texto de novo ... ele lava meus olhos secos [nele] minha alma encontra repouso” sua ninfa ana valéria sessa

em desespero borbulhante pois possuído de paixão em redemoinho vertigem ele então brada: _  ó majestoso zeus, pelos deuses do olimpo, cessa a impiedosa borrasca!

súbito o palco de ira se desmancha no ar e da torre santa bárbara virgem mártir solitária yansã ouve o apelo e descem para o hades os ventos banidos pelo amplo luzeiro do firmamento e nele a estrela da manhã em breve reinará anunciando uma

nova aurora

 

 

 

SÍLVIO MEDEIROS

Campinas, é fim de inverno de 2012.

 

 

 

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FERNANDO E MANOEL  (Re-Citações) escrito em segunda 06 agosto 2012 08:02

Blog de imprimis :IMPRIMIS, FERNANDO E MANOEL


“Todas as coisas apropriadas  ao abandono me religam a Deus.

Senhor, eu tenho orgulho do imprestável.”

[Manoel de Barros]

 

 “Mas se deus é as flores e as árvores

E os montes e o sol e o luar,

Então acredito nele a toda hora,

E a minha vida é toda uma oração e uma missa.

E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.”

[Fernando Pessoa]

 

 “As coisas que não levam a nada

Têm grande importância.”

[Manoel de Barros]

 

 

Prof. Dr. Sílvio Medeiros

Campinas, é inverno de 2012.

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