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POLAROYDE  (Poética de Sílvio Medeiros) escrito em terça 01 julho 2008 22:25

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Foto da escritora inglesa

VIRGINIA WOOLF

POLAROYDE


Danação
No oco
Sufoco
Da sufocanção,
Da salvação,
No riso cômico
De improviso
No cômodo
Mofado
De fado,
E o melancólico
Se quebra e se queda
No atopos, no gozo,
Com a morte
Grudada no rosto,
No troco da grana
Do bolso fedorento,
No palco obscuro
Da praça,
E a cara à tapa
A faca rasga a boca,
E o sangue jorra
Da polaroyde,
E o rio e as pedras
Nos bolsos,
Na foto de então
O riso estampado,
Esculpido.
E corro, corrido, cuspido,
Estampido...
_ Socorro, inevitável canto!
_ Eia, aoide!
A morte faz plantão.


PROF.DR. SÍLVIO MEDEIROS
Campinas, é inverno de 2008.

SÍLVIO MEDEIROS
Publicado no Recanto das Letras em 01/07/2008
Código do texto: T1060285

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