ROMÃ
Telefonema...
Ouve a mensagem sem eufemismo,
é confirmado o pessimismo.
Fonema instrumental: flores-da-noute,
resta a romaria penitencial da alma...
Um diadema de flores ao solo,
ausente a benção dos deuses,
só desalento e nenhum consolo.
Estratagema frágil,
ardil inútil,
arde demência sem clemência...
Extrai do coração o vôo da ave rebelde,
um vôo breve, o vôo ágil
em direção ao dissipado.
Desaparição, evaporação do vôo censurado,
tudo é desfeito, está desaparecido, fácil, em segundos, da mente;
tudo se dissipou em aromas,
no âmago, na semente da romã.
Prof. Dr. Sílvio Medeiros
Campinas, é outono de 2007.
Ouve a mensagem sem eufemismo,
é confirmado o pessimismo.
Fonema instrumental: flores-da-noute,
resta a romaria penitencial da alma...
Um diadema de flores ao solo,
ausente a benção dos deuses,
só desalento e nenhum consolo.
Estratagema frágil,
ardil inútil,
arde demência sem clemência...
Extrai do coração o vôo da ave rebelde,
um vôo breve, o vôo ágil
em direção ao dissipado.
Desaparição, evaporação do vôo censurado,
tudo é desfeito, está desaparecido, fácil, em segundos, da mente;
tudo se dissipou em aromas,
no âmago, na semente da romã.
Prof. Dr. Sílvio Medeiros
Campinas, é outono de 2007.
SÍLVIO MEDEIROS
Publicado no Recanto das Letras em
16/05/2007
Código do texto: T489307
Código do texto: T489307
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LetrasSÍLVIO MEDEIROSSÍLVIO MEDEIROStext/plain
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Seg 28 Mai 2007 01:23