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FORA-DA-LEI  (Poética de Sílvio Medeiros) escrito em terça 04 março 2008 14:56

beleza, desertos, enigmas, escrita, fogo, horizontes, signos, verdade

ICARUS

FORA-DA-LEI



Louco,
puramente insano!
Abandona a vontade de verdade e
se lança em alto vôo
feito águia,
e num salto contempla abismos, múltiplos horizontes.
Sismo cismador, ensimesmado, interiores,
poeta-cantor!
Homem-enigma, milabismos, malabarismos
junto à exuberância dos signos coloridos.
Homem-máquina, aberto, hospitaleiro
aos signos exteriores.
Estertotes...
Extraterritorialidade,
a vertigem na cabeça,
o deslocamento enlouquecido das mãos
dialogantes, galopantes.
Ah, a vontade de beleza!
Por que tudo enfim é tão incompleto?
Ah, realidade sem lei, fora-da-lei...
O mundo repleto de signos-enigmas ilegíveis merece crédito,
sim!
e segue o desvairado no jogo estético dos signos
da enigmáquina escrita;
o marginal, aos trancos e barrancos, pelos desertos,
junto às filhas do fogo.



Prof. Dr. Sílvio Medeiros
Campinas, é inverno de 2007.



SÍLVIO MEDEIROS
Publicado no Recanto das Letras em 18/08/2007
Código do texto: T612699

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Todos os comentários desse artigo:
FORA-DA-LEI

  • mailto Madalena Barranco

    Seg 10 Mar 2008 00:43

    Querido Sílvio, apesar da vertigem o poeta segue caminhando com a firmeza que pode pelos versos alados... Adoro sua arte. Beijos.