MAR NOTURNO
Vera Menezes
NOTURNOS (2)
CONSOLAÇÃO
Quando afirmo que sou louca,
é só pra disfarçar minha tristeza.
Quando afirmo que não amo,
engano-lhe, porque
é no pensamento que mais amo.
Sinto uma imensa solidão,
e de ninguém tenho qualquer consolação.
ANSIEDADE
As estrelas são os olhos da noite.
As trevas são as sombras do mal.
Você é o desejo obscuro de um amor
sem igual.
A chuva molha o seu corpo,
a desconfiança umedece o ciúme,
você á a chama
que não acende meu lume;
uma sugestão
sem nexo,
uma transa
sem sexo.
Um problema complexo,
um sofrimento anexo.
ELAINE MEDEIROS BORGHI
Campinas, é verão de 2006
Quando afirmo que sou louca,
é só pra disfarçar minha tristeza.
Quando afirmo que não amo,
engano-lhe, porque
é no pensamento que mais amo.
Sinto uma imensa solidão,
e de ninguém tenho qualquer consolação.
ANSIEDADE
As estrelas são os olhos da noite.
As trevas são as sombras do mal.
Você é o desejo obscuro de um amor
sem igual.
A chuva molha o seu corpo,
a desconfiança umedece o ciúme,
você á a chama
que não acende meu lume;
uma sugestão
sem nexo,
uma transa
sem sexo.
Um problema complexo,
um sofrimento anexo.
ELAINE MEDEIROS BORGHI
Campinas, é verão de 2006
ELAINE MEDEIROS BORGHI
Publicado no Recanto das Letras em
24/01/2006
Código do texto: T102956
Código do texto: T102956
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