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CIPRESTES  (Poesias de Fernando Medeiros) escrito em segunda 04 fevereiro 2008 14:20

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SEARA COM CIPRESTES

por Van Gogh 

CIPRESTES

Ainda que morram todos os ciprestes...
ainda restará as vestes.
Ainda que decaiam todos na lama,
ainda restará uma luz.
O cipreste serpenteia pelos cantos.
As flores crescem junto com os encantos.
Ainda que morram todos os ciprestes,
curar-se-á as pestes que se propagam.
A paga diária de nosso quinhão.
Ainda que parem todos os corações,
a vida verdadeira há de reger a orquestra
infindável dos sonhos...
O pesar pelas mortes,
o pesar pelas sortes.
Ainda que morram todos os ciprestes,
restará uma árvore mais alta do que tudo.
A árvore da vida
que cresce eternamente pelos ciprestes.



FERNANDO MEDEIROS
Campinas, é janeiro de 2008.







FERNANDO MEDEIROS
Publicado no Recanto das Letras em 04/02/2008
Código do texto: T845539

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Todos os comentários desse artigo:
CIPRESTES

  • mailto Madalena Barranco

    Seg 18 Fev 2008 00:48

    Você tem razão, querido Fernando, os ciprestes são símbolos vivos da eternidade, talvez seja por isso que eles adornam as terras santas... Beijos - você é um poeta incrível!