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RATO ROEDOR
Par céu-terra,
novo horizonte encerra a borrasca,
brota a noite-sentinela.
As estrelas, os olhos do céu,
vigiam homens, floras, animais, águas... a Terra
- agredida demais -,
afrontada com barbaria pelo desejo humano de
ganhar tempo –
o rato roedor de tudo.
Par céu-água,
mar resoluto e
horizonte absoluto.
No imenso texto azul do planeta,
os signos flutuantes, fortuitos, aflitos
anunciam a comoção de nuvens,
o triunfo da procela.
Eia, desbravadores,
ganhar tempo!
Barcos, navios, caravelas, Titanic...
Rastros incertos de memórias,
acontecimentos ao acaso,
os fantasmas da História...
desmazelo das águas no tempo –
o rato roedor de tudo.
Prof. Dr. Sílvio Medeiros
Campinas, é janeiro de 2008.
SÍLVIO MEDEIROS
Publicado no Recanto das Letras em
16/01/2008
Código do texto: T819462
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Seg 21 Jan 2008 04:19