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RATO ROEDOR  (Poética de Sílvio Medeiros) escrito em quarta 16 janeiro 2008 15:09

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RATO ROEDOR


Par céu-terra,
novo horizonte encerra a borrasca,
brota a noite-sentinela.
As estrelas, os olhos do céu,
vigiam homens, floras, animais, águas... a Terra
- agredida demais -,
afrontada com barbaria pelo desejo humano de
ganhar tempo –
o rato roedor de tudo.

Par céu-água,
mar resoluto e
horizonte absoluto.
No imenso texto azul do planeta,
os signos flutuantes, fortuitos, aflitos
anunciam a comoção de nuvens,
o triunfo da procela.
Eia, desbravadores,
ganhar tempo!
Barcos, navios, caravelas, Titanic...
Rastros incertos de memórias,
acontecimentos ao acaso,
os fantasmas da História...
desmazelo das águas no tempo –
o rato roedor de tudo.




Prof. Dr. Sílvio Medeiros
Campinas, é janeiro de 2008.
SÍLVIO MEDEIROS
Publicado no Recanto das Letras em 16/01/2008
Código do texto: T819462

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RATO ROEDOR

  • mailto Madalena Barranco

    Seg 21 Jan 2008 04:19

    Querido Sílvio, "o rato roeu a roupa da Terra"... Os signos flutuantes do planeta! Sílvio, você escreveu esse poema sobre o papel azul da nossa Casa. Adoro sua arte. Beijos e saudades.