Rebrilha o
sentimento de vácuo
amassado como carvão
em uma locomotiva.
Rebrilha o aço
na forja
e mais o sentimento
de fracasso.
Rebrilha outrora
o estanho
e o estranho
prazer do nada.
Rebrilha a
costa marinha
mais a caatinga
doce e mais nada.
Rebrilha o carrossel
das paixões
e a luneta que
não aumenta.
Rebrilha o cimento
da estatueta e
mais nada no planeta.
Repisam o que fôra outrora
mais o signo da hora.
E o planeta rebrilha
no universo inútil,
sem divisas nem dívidas,
somente o peso das vidas.
Rebrilha como antes
o anel do dedo
corsário e mais o salário.
FERNANDO MEDEIROS
Campinas, é março de 2007.
FERNANDO MEDEIROS Publicado no
Recanto das Letras em 20/03/2007
Código do texto: T419850
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Madalena Barranco
Dom 25 Mar 2007 18:44