O PÁTIO DE EXERCÍCIOS
de Van Gogh
É HORA
É hora de
bater na porta
e sentir o arrepio do medo,
do nosso segredo que se avoluma.
É hora de virar espuma
como todos nós numa duna.
Então senti
o presságio de desespero.
É hora de abrir a porta
e sentir-se melhor,
e colher uma cor.
É hora de partir
sem ritmo,
alucinado e preso
ao tempo em mistério.
É hora de abrir a porta,
sobrevoar o cemitério.
É hora de chorar
pelos que partem,
pelos que ficam.
Eis que alguém abriu a porta,
e a luz dos mistérios
descortinar-se-á.
É hora de abrir a porta
e suportar a coragem.
FERNANDO MEDEIROS
Campinas, é primavera de 2007.
e sentir o arrepio do medo,
do nosso segredo que se avoluma.
É hora de virar espuma
como todos nós numa duna.
Então senti
o presságio de desespero.
É hora de abrir a porta
e sentir-se melhor,
e colher uma cor.
É hora de partir
sem ritmo,
alucinado e preso
ao tempo em mistério.
É hora de abrir a porta,
sobrevoar o cemitério.
É hora de chorar
pelos que partem,
pelos que ficam.
Eis que alguém abriu a porta,
e a luz dos mistérios
descortinar-se-á.
É hora de abrir a porta
e suportar a coragem.
FERNANDO MEDEIROS
Campinas, é primavera de 2007.
FERNANDO MEDEIROS
Publicado no Recanto das Letras em
23/10/2007
Código do texto: T706350
Código do texto: T706350
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