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PAREDE CRUA  (Poesias de Fernando Medeiros) escrito em sexta 12 outubro 2007 15:24

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PAREDE CRUA


Parede crua,
construção disforme,
parede lua,
noite do desencanto.
Veias pulsando,
veias pulsando tecidos,
tecidos pregados na parede,
na rede intacta,
na sede compacta.
Parede crua
da construção sem fim.
Parede para lá dos confins.
Parede dos sentidos,
quem será o construtor?
Parede e seu pintor.
Requestão no
reconstruir o edifício.
Para o alto se construir,
para o alto nós temos que ir.
Parede Crua,
onde a lua
se reflete mansa.
Por enquanto a realidade plana
e o sonho ameno de ser feliz.



FERNANDO MEDEIROS
Campinas, é primavera de 2007.


   

 



FERNANDO MEDEIROS
Publicado no Recanto das Letras em 12/10/2007
Código do texto: T691108

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