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ESFINGE GORDA  (Poética de Sílvio Medeiros) escrito em quinta 11 outubro 2007 15:16

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Foto do poeta português

Mário de Sá-Carneiro

(1890-1916) 

ESFINGE GORDA

MaRio...
Águas convulsas
de Sá-Carneiro
na agitação do rodopio.
Menino-menina,
a trágica vida suicida,
O Esfinge Gorda,
jardim estagnado
na Paris ebulição.
Imaginação noutra realidade:
“Sereia louca que deixou o mar” de Portugal,
saudade, exílio do “Eu” partido, ferido.
“Um pouco mais de sol – eu era brasa,
Um pouco mais de azul – eu era além...” mar e rio.
Quiçá, de Sá!
Lá, no Hotel Nice,
em traje de Festa
a criança nina
em cristalina estricnina...
Nossa Senhora de Paris em Pessoa:
“_ Morre jovem o que os deuses amam.”



Prof. Dr. Sílvio Medeiros
Campinas, é primavera de 2007.
SÍLVIO MEDEIROS
Publicado no Recanto das Letras em 11/10/2007
Código do texto: T689691

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Todos os comentários desse artigo:
ESFINGE GORDA

  • mailto Madalena Barranco

    Dom 14 Out 2007 01:17

    Hum, querido Sílvio, aqui eu volto a ler meu poeta historiador perfeito! Interessante é que a foto dele tem de fato tudo a ver com uma esfinge gorda... Beijos.