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A CORTE
Sem mais perguntas fica o resto no prato
do rosto que eu descarto.
O farto badala no coração sua fala de desesperança.
Sem mais perguntas a fala incoerente falha no horizonte – a derrota.
Junta-se o celeiro... o mercado.
No bojo do mundo a pergunta que não se responde.
A junta das artimanhas,
o Conde,
as hipocrisias.
Não se responde, não se responde.
O rosto como reflexo no prato
onde se come.
E as perguntas ficam no resto,
na sobra de um homem, no pós-guerra.
Rodeia as Cortes o Conde,
não se responde, não se responde.
Esta derrota, esta pergunta,
a falha em testa,
após a festa o homem,
sua verdade
sem mais perguntas
fecha-se a Corte,
dois pratos estalam
o som de fome e de morte – o resto, o rosto.
FERNANDO MEDEIROS
Campinas, é primavera de 2007.
FERNANDO MEDEIROS
Publicado no Recanto das Letras em
09/10/2007
Código do texto: T686878
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Yeda Arouche
Qua 10 Out 2007 20:23