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NINFA ECO  (Poética de Sílvio Medeiros) escrito em segunda 01 outubro 2007 18:12

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ECO E NARCISO 

por Waterhouse

NINFA ECO


Explode a garrafa na parede rede rede rede
Os balaços anunciam a rede assassina assina assina assina
Em seguida a violência silencia cia cia cia
Cidade de aço aço aço aço
A corja dos malandros assassinos sinos sinos sinos
Na Babel dos sofredores dores dores dores
E os sinos badalam a soturna melodia dia dia dia
Na brutalização da vida ida ida ida
Longe disto está a felicidade idade idade idade
Cidade-Plataforma de cimento inteiramente mente mente mente
De ignóbeis agitações ações ações ações
No teatro do planeta Marte arte arte arte
A refletância cósmica do planeta Terra arde arde arde
O planeta Morte enlouqueceu céu céu céu
Um murro na boca ôca ôca ôca
O grito ecoa no ouvido ido ido ido
No trágico carnaval da guerra erra erra erra
Heróicas melodias encerram erram erram erram
Nos sonhos da conquista do mercado mundial a humanidade guerreia eia! eia! eia!
Neste presente tão brutal a trapaceira história agradece: _ Obrigado gado gado gado
E a massa a tudo sempre indulgente gente gente gente
Angústia mortal frente a vida ida ida ida
Ecos das trágicas loucuras de ações e de sons sobre a Terra devastada tada tada tadinha...

Eco, ninfa dos bosques, detestava os homens e os deuses. Por conta disso, a ninfa Eco é morta, seu corpo despedaçado e os despojos foram esparramados pelas campinas.
A caneta que tudo isso escreve goteja o sangue dela ela ela ela...



Prof. Dr. Sílvio Medeiros
Campinas, é primavera de 2007.
SÍLVIO MEDEIROS
Publicado no Recanto das Letras em 01/10/2007
Código do texto: T676007

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Todos os comentários desse artigo:
NINFA ECO

  • mailtoAna Valéria Sesssa

    Dom 21 Out 2007 01:17

    Sílvio, que beleza de poema. Construção perfeita metaforizando a terra devastada, tadinha mesmo ! O amor é mesmo uma loucura, cura, cura, cura mas, as vezes, não há perdão, dão, dão, dão...de esnobar uns e sofrer por outros. C'est toujour la meme estoire - A ninfa Eco esnobou Pã e amou Narciso que a esnobou.

    um grande beijo com eco,

    valéria

  • luizacaetanaif

    Ter 02 Out 2007 11:15

    Silvio,
    Aceita uma admiração e uma surpresa pelos textos corajosamente ousados nesse encadeamento de palavras que, entre a crítica politica e o apontamento poético me deixa vislumbrar um ritmo muito próprio de quem tem um estilo marcadamente inteligente.

    beijo