O BEIJO, de Auguste Rodin
“A minha sabedoria ardente de desejo, exalava-se nestes gritos e nestes risos, um desejo nascido sobre os montes, uma sabedoria realmente selvagem, o meu grande desejo de asas ruidosas.E muitas vezes esse desejo me levava bem longe, bem alto, transportando-me ao riso pleno; e eu erguia vôo, vibrante como uma flecha, num êxtase inebriado de sol,
em direção a longínquos futuros que sonho algum jamais imaginou, em direção a Meios-dias mais ardentes que escultor algum sonhou, em direção aos países onde os deuses, no seu dançar, teriam vergonha do menor vestuário...”
Friedrich NIETZSCHE. Assim Falava Zaratustra