O JARDIM
A Augusto de Rezende Rocha
Neste jardim
votado aos verões da carne
e do sempre acontecer,
em que a palma cintila
e é fúria, a deflagar
sua ácida membrana _
neste jardim
de agressivos tinhorões,
e azaléias, lianas e petúnias,
agasalhadas no seu oco
de asfalto e diamante,
saúdo teu ímpeto de subir,
ó lírio monstruoso, ó flor de dor,
esmagando o ser que inocente
te fez nascer, anoitecendo.
Do extraordinário poeta e romancista
LÚCIO CARDOSO.
Poética e vídeo
recomendados pelo
Prof. Dr. Sílvio Medeiros.
Campinas, é primavera de 2009.
Madalena Barranco
Qui 29 Out 2009 16:57