Pórtico de las Cariátides,
em Atenas.
PÓRTICOS
Pórticos santos
reabertos pela concórdia.
Pórticos serenos
de praias brilhantes e concretos.
Pórticos visíveis e reais
reabertos pela candura.
E o que se vê é
um amanhecer no recôndito da aurora.
Pórticos que se abrem afora
em semelhança de pedras preciosas
que brilham resplandecentes.
Pórticos imemoriais
que se abrem generosos
ao resplandecer de um lume.
Pórticos que se fecham,
e novamente se abrem
para a batida de uma mão em aflição.
Pórticos que se desnudam
num cenário de beleza
e verdadeira paz dos lírios.
Pórticos que pagam
preço único à santidade.
Pórticos que redescobrem
cidades que estão prestes a existir.
Pórticos e mais o elixir da eternidade
em brancas nuvens.
Pórticos que reúnem
o momento de se entrar e contemplar a visão
de um panorama em flor
desenhado assim como se desenham constelações.
Pórticos divinos
que estão resguardados no além e no acrescentar
da luz esperando por seus habitantes.
Pórticos gigantes
a reconhecer o mais pequeno dos homens.
Pórticos santos
à espera da mais humilde investida,
Pórticos que resguardam a verdadeira
vida.
FERNANDO MEDEIROS
Campinas, é inverno de 2007.
FERNANDO MEDEIROS
Publicado no Recanto das Letras em
21/08/2007
Código do texto: T617553
Código do texto: T617553
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