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PARTIDAS  (Poesias de Fernando Medeiros) escrito em terça 15 dezembro 2009 19:16


PARTIDAS

Parte quimeras,
outrora lembranças.
Parte nuanças,
outrora caminhos.
Parte sereno
no meio da andança.
És feliz sozinho
no colo de uma criança.
Parte sonoro
como um coro secreto.
Vai-se discreto
pela preponderância do não.
Vagas sonhando
a astúcia da vida.
Parte com parte,
o caminhão e a estrada
na solidão da nevada.
Parte sonhando
em nuanças febris.
Quer ser feliz,
mas a parede da
infelicidade existe.
Já sem motivo
para caminhar
ou criar alguma coisa,
parte sem parte
como despedaçado
na miséria de todos nós.
E segue caminhando e
juntando as partes
que nem sequer sabe se são tuas.



Fernando Medeiros
Campinas, 24 de agosto de 2009.
FERNANDO MEDEIROS
Publicado no Recanto das Letras em 15/12/2009
Código do texto: T1979706


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COMPANHIA DO TEMPO LTDA.  (Poética de Sílvio Medeiros) escrito em segunda 07 dezembro 2009 18:51

COMPANHIA DO TEMPO LTDA.*

31 dezembrinos dias azuis pra vocês!

DADÁ CYRINO

e

REGINA ROLIM,

minhas suaves e hospitaleiras amigas;

uma Idália...Vênus,

outra Rainha do Reino Joyciano;

ambas ANNAs LIVIAs PLURABELLEs

a luzirem flamejantes em meio ao incessante brilho de

SAMPA!

 

Mundo prático,

mundo rápido,

eis o pacto

sob o impacto do colapso do Templo da Disney-Mickey

num breve lapso de tempo.

Mouse irado perdeu a felicidade para os táticos e-dedos:

lépidos, atléticos espartanos reféns das teclas do micro.

_ Que mico!

Quimicomputadores na cabeça

e a mente, num piscar de olhos, na caixa mail-coach; na tela à mercê do inexorável devorador money chat, do fio do relato

(eia, relapso!)

da palestra de Pandora

Le tra ...  pandoriu ... pariu tadas tadas, tadinhas letras...

Tados, tados, tadinhos dos vinte pequenos e poucos caracteres descaracterizados pela Companhia do Tempo Ltda ... pause!

use,

abuse

usand we and Word.World.Way.

Lambuze-se, Abduzido, no blog-log-drink-link-money Yougurt  virótico Orkut.

_ Glut,Glut,Glut... glutão!

Buscar em Whisky-pedia...

E ele tortuoso, lento, curtocircuitado, tado tado tadinho,

bebê bêbado bebia e dizia:

_ That’s my business...

E Janua abria a janela e respondia:

_  Mind your own business, man,

fora, lento filho de Saturno-Cronos!

Ela é Janua foris a entrar, a construir portais e, com agilidade, a sair e a buscar espaços virtuais. Ela abre janelas e baixa árias do “Hino dos Sálios” no tubo... do you know?

To be or not tube?

Iniciar ou reinicializar em Januarios, o rio do começo das coisas, lá bem próximo do “Templo de Jano”.

E as ondas tropicais da Anatel põem os anéis de Saturno a girar com agilidade,

e assim nasce o signo do novo tempo: Speedy.com...

Janus Bifrons contempla, então, o dilúvio do vi-som, e lança um brado salvífico:

_ Google! Salvar galerias de letras carregadas de mito$, twitter$, forma$ breve$, vinheta$ gráfica$!

Conexões, apressai-vos, pois eis chegada a força de

Herme$-Crono$!

Templo de Jano,

Áction,

Concluir,

Salvar,

Abrir: Guerra.

Fechar: Paz.

Prof. Dr. Sílvio Medeiros

Campinas, 22 de agosto de 2009.

* A presente composição poética participou do "Concurso Nacional de Literatura Jorge Ribeiro" sob protocolo 192/2009. 

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ORAÇÃO  (Poesias de Fernando Medeiros) escrito em segunda 07 dezembro 2009 17:51

ORAÇÃO

 

Sangria

de arrebóis

pelos espaços

ao entardecer.

Os pulsos erguem-se

em oração desenfreada.

É uma escada,

é uma aflição,

é um alívio

numa canção.

Sangria de sóis

abrangentes que

brotam floridos

como cânticos

de monges.

Florais de

velas acesas

acendendo

ainda mais.

Por mais

as mãos estão

estendidas

para a sangria

que brota

da seiva dos ideais.

Tem mais no

dia-a-dia:

a pedra rústica

no abrupto pedregulho

e a sangria das acústicas infinitas.

 

 

 

FERNANDO MEDEIROS

Campinas, 24 de agosto de 2009.

 

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POÇO DO TEMPO  (Poética de Sílvio Medeiros) escrito em sexta 04 dezembro 2009 19:47

 

POÇO DO TEMPO

 

 

Finalmente é dezembro!

Quero dias plenos de azuis para as minhas meninas -

sábias amigas, 

ANA VALÉRIA SESSA

JEANNE MARIE GAGNEBIN DE BONS

LANNA AGDA

LILIAN REINHARDT

MADALENA BARRANCO

e

 ROSANA MERCADANTE 

... elas são milagres da criação, ondinas, deusas, musas, sereias, ninfas,  rosas-dos-rumos- despetelados. Elas são marias, helenas, sarahs, cada qual uma canção. Elas vêm do norte, umas do sul, outras do leste, do oeste. Elas são rosas-dos-ventos, templos, rosas-de-jericó,

guirlandas de redivivas. E eu deliro, rodopio e desabo à beira do poço do tempo, eternamente encantado, vislumbrando o terno eterno feminino.

 

Quando ouço a tua voz em sonhos,

minha alegria alcança as alturas das estrelas,

voz nua e tua como o tilintar das turmalinas,

e pequeninas pedras da lua desabam em marmóreos túmulos.

 

Ó parte obscura de mim mesmo,

amor secreto e constante,

dor lancinante no peito

cingido por pétalas de rosas selvagens.

 

Entre a vida e a morte,

palavras da minha boca constroem santuários de imagens,

rosários de conchas, rubis, esmeraldas e topázios.

 

Ouço, então, a música dos aromas,

e pingos das águas da fonte das cores

lançam gotas coloríficas do tempo em minhas dores.

 

 

Prof. Dr. Sílvio Medeiros

Campinas, 18 de agosto de 2009

*A presente composição poética participou do "Concurso Nacional de Literatura Jorge Ribeiro" sob protocolo 192/2009.

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SERio... JAPARATUBA  (Poética de Sílvio Medeiros) escrito em sexta 06 novembro 2009 16:30

SERio... JAPARATUBA





                                       Aos meus queridos avós paternos
 FRANCISCO MEDEIROS, do Norte, do Rio Grande do Norte!
                                                                                                      e
CARMELLA BICEGO MEDEIROS, do Sul, da Calábria, da Itália!
                                                                                (In memorian)




Ó Xerife do Sergipe!
A rosa rubro-negra bordada em cetins descoloridos, em meio aos Veleiros, flutua bailarina nas correntezas do Rio de tantos tristes janeiros.
Ó Arthur, ó Urso Grande,
ó vigilante das constelações boreais!
Canecas, Sandálias e Peneiras,
e o construtor de arquiteturas da sujidade mundana
ordena o inventário do mundo para levar a Deus.
E ruge o Urso do Norte!
Vidro, corda, prego, plástico, lata, Serio... Japaratuba, a fé no bendito São Benedito, o Rio, Polaris, do Norte, a Terra, o Kosmos e o combate entre o Divino e o Profano:
rumor surdo, diálogo dos destinos desfiando num deslumbrante desfile de linhas as cores dos uniformes e dos lençóis.
Girassóis, sóis, Light, Marinha de Guerra do Brasil do Norte! Nortistartista das Vinte Garrafas Vinte Conteúdos, obra inscrita no diário divino-rosa... rosário... rio de cento e sessenta e cinco contas, conchas dos mares da Roda da Fortuna.
Xerife, lugar-tenente dos deuses!
A Colônia é santuário do Rosário,
entre ânsias e distâncias,
o Bispo impaciente
ora entre os pacientes no Planeta Paraízo dos Homens:
_ São Cristovão, rogai por nós!
Noutros tempos, tantos anos, outras datas,
e o colecionador enxadrista caminha vagaroso, e lapida, cuidadosamente, em pedra, em mármore e em lata, o calendário Juliano. E assim, eis a data:
_ A Festa de Santos Reis, de Tudo Aquilo que se Manifesta!
Pregos, fórmicas, arames, fios, tecidos... na luta mortal entre o significado e o Infante errante é tecido rente a tantos nós o Muro no Fundo da Minha Casa.
Asa, asas, mirem o porte do profano Carrossel francês
alçado ao Divino por um dossel tecido em rosas, brilhante rosário das quinze Ave-Marias e dos quinze Padre-Nossos...
“prega per noi,
prega per noi,
prega,
Ave-Maria! Nell’ora della morte, ave!”
Ó Xerife do Sergipe,
ao representante da Macumba
a mais bela tumba!
Agora és Rei, em meio às estrelas,
És chuva de Confetes.
Ó Abatjour do Templo do Kaos!
És estandarte adornado com o Manto da Apresentação.
Eis, enfim, a Sagração do Bispo do Norte.




* À presente composição poética foram conferidos Menção Honrosa e Terceiro Lugar no V PRÊMIO ARTHUR BISPO DO ROSÁRIO, na categoria POESIAS E TEXTOS – evento promovido pelo Conselho Regional de Psicologia SP    (www.crpsp.org.br).



PROF. DR. SÍLVIO MEDEIROS
Campinas, é primavera de 2009.
SÍLVIO MEDEIROS
Publicado no Recanto das Letras em 06/11/2009
Código do texto: T1908408

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